Meu perfil



Sou uma menina que já foi pequena, tímida, engraçada, esparrenta, chata, alegre, imbecil, sonhadora, iludida, fresca, dorminhoca, banguela, sorridente e saltitante. Agora, sou só instudanti de veterinária, e quem precisar de uma dissecaçãozinha à toa, estou às ordens!




Prova de Amor:


“Meu bem, deixa crescer a barba para me agradar”, pediu ele. E ela, num supremo esforço de amor, começou a fiar dentro de si e a laboriosamente expelir aqueles novos pêlos, que na pele fechada feriam caminho. Mas quando, afinal, doce barba cobriu-lhe o rosto, e com orgulho expectante entregou sua estranheza àquele homem: “Você não é mais a mesma”, disse ele. E se foi.
(Marina Colasanti)



Patativa do Assaré:


Neste estilo popular
Nos meus singelos versinhos
O leitor vai encontrar
Em vez de rosas espinhos



Fanatismo:

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!..."

(Florbela Espanca) Um dos únicos poemas que eu gosto.







Meu passado te condena:

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Até uns 8 ou 9 anos de idade, eu ainda acreditava em coelhinhos da Páscoa (aliás, eu acreditava em tudo: coelhinho, Papai Noel, mula-sem-cabeça, saci pererê, a paz mundial, baixa cotação do dólar, morte da Dercy Gonçalves...). Era uma época muito legal, eu esperava ansiosamente pelo dia em que aquele bichinho branquinho dos olhos vermelhos fosse deixar meu ovo de chocolate no pé da minha cama, como havia ensinado minha mãe. E, nas manhãs de Páscoa, como um milagre, aparecia um ovo (mas é claro que não foi um milagre, o coelhinho que deixou lá, ou vocês pensam que o ovo apareceu do nada???). Isso, para mim, que era a Páscoa. Acordar, ver meu ovo na minha cama, e comer chocolate o resto do dia. Apesar de saber qual era toda a história do feriado, que Jesus havia ressuscitado depois de três dias, e blá blá blá, nem ligava. O que eu queria era o chocolate. E, para mim, a Páscoa é isso até hoje: um feriado comercial. Não adianta passarem todos esses filmes (repetidos e até chatos) da paixão de Cristo, não adianta existir a semana santa (que na verdade, só implica em sexta-feira da paixão), para mim a Páscoa é o coelhinho e seus ovos de chocolate. Cresci com essa idéia na cabeça e, se de repente, parassem de comemorar essa data com ovos, não sei se acharia graça nesse feriado. É triste mas é a realidade (não só minha. Tenho certeza de que é, também, da maioria das pessoas). Espero que estejam satisfeitos, seus capitalistas ambiciosos (rsss). Agora vou indo, tenho que comer meu ovo.

Beijos, e Feliz Páscoa! Estou adorando seus comentários!



- Postado por: Pamy às 12h22
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